3.05.2009
Para sempre...
2.16.2009
Incofidência!
1.31.2009
E tu?
2.10.2008
À dois anos atras!
Acho que chegou a altura de contar.. Conto que a aproximadamente dois anos atras, vivia na anestesia festiva de ver as semanas a passar sem prever e sem planear. Fui trazida por contraditorias vontades para o meu esquecido seio familiar. Contive-me de raiva e fulgores mimados para não acontecer... voltar ao exilio que pensava não existir na altura. Observo-me ainda hoje... com a vida dos meus pais que já transpira suada pelos meus poros mais contraidos. Estão quase a fazer 60 anos e quase 40 anos de casamento e ameaçam-se constantemente com divórcios e separações de bens... mas nunca nenhum irá dar o primeiro passo. Há sempre dinheiro envolvido na discussão. Há sempre a luta de quem lutou mais ou não. E porquê? Porque não passam de intrigas de amor de quem já não sabe viver sem o outro. Eu vim! Fui incubida de os ajudar a perceber que nada irá mudar agora que as forças e os laços não desatam! De nada se é capaz quando a cegueira é tão ténue que nem se vê. Mais incrivel foi a cura da minha própria falta de visão! Que estava eu a ver? Não via. Sentia como um cego... mas não via! Sempre pensei que se vivesse a minha vida... Sairia da rotina de me ver sempre com o mesmo sentimento solitário, mas ironicamente não! Ironicamente nunca me respeitei ao ponto de pensar no que não queria ser até observar bem os outros! A minha personalidade deixou de ser uma embrulhada de futilidades desnecessárias e momentos inconstantes de fazer os outros sorrir para o meu gozo....quando deixei-me de egoísmos... ao comparar-me com as (in)felicidades dos outros! Crescer já não é mais o que todo o vento levou e passou a ser uma atitude mais concertada e razoável para com o meu respeito próprio e auto-estima... por causa de outros! Esses outros tão iguais a mim! E estou feliz com o resultado por agora! Estou confiante que tenho mais para aprender. E gosto... regozijo-me com esta forma de estar que um dia voltarei a esquecer e melhorar. Como serei daqui a dois anos se já nem me lembro como era ser quem era... à dois anos atras?
1.12.2008
2008!
Ano novo! Velho em recordações do presente que à pouco chegou! Pensamos que se renova a vida, que os objectivos sendo outros irão motivar-nos para uma actuação mais real... Pensamos com espectativa que o final das coisas más está para breve... Até ao ano acabar e recomeçar num folego utópico de quem vai entrar em mudança, mais uma vez... Talvez sim ou não! Talvez na incerteza continua de todos os anos que vão marcando as nossas rugas e vincos de experiência insuficiente! Em 2008, vou finalmente conseguir ser mãe... e daqui para o futuro voltar a sentir as nossas vidas a correr na rapidez dos momentos agora duplicados. Tenho-a na minha barriga a pesar a minha pele com movimentos ingénuos e indolores. Tenho-a para sempre vinda de mim como rebento de feijão que cresce em medidas que não irei entender na perfeição. Tenho-a perfeita aos meus olhos... Vontade de não a largar jamais! Alguém para amar para sempre minha, meu fruto, meu sentimento eternamente fiel! Que mais me importa senão?... A minha ambição! Escondido tenho os meus amores carnais que abdico sem pensar... Voláteis escárnios de prazer que acabam na cama carente e efémera na sua ascensão! Que me interessam cada vez menos, que me esquecem cada vez mais... Quanto mais me lembro de ser solitariamente minha, quanto mais amo o que cresce no meu ventre e mais me convenço das minhas exigências e limitações! Quero crescer à medida que ela cresça... para lhe oferecer a vida que mereça! Não sei o que serei... Tanto faz... É bom saber amar!
11.24.2007
R.. espiral!...
9.05.2007
Its a girl!
Eramos cinco mulheres! A minha mãe e 4 filhas...agora mais 2 netas!
Chama-se Vera. É linda e saudável e tem apenas 14 semanas... A mãe está aqui pronta para lhe dar tudo o que possa, como qualquer mãe. Espero serena pelas semanas que faltam para a vê-la... para a sentir olhando para mim e por mim. Esta criança veio trazer-me vida! Controla as minhas ansias e receios... na sonolência dos dias que voam um atrás do outro. E agora sei pra que estou feita... pra ama-la e respeita-la como a ninguém!... Para que brote o amor que tenho dentro de mim adormecido!... Amo-te Vera, para sempre!
Ps-Desculpem lá tanta lamechice... mas sou mãe babada mesmo!
8.17.2007
Eleven.
Estou no escritório, estou na cozinha, vou às compras, faço contas, aturo o peso dos outros, converso com a minha mãe, modero o meu pai, sinto saudades de todos os que estão longe, vejo o dia a passar de costas para a paisagem, ouço a mesma melodia vezes sem conta, janto e almoço, durmo. Conto os cigarros que vou fumando com cuidado e ansia. Não me rio como antes. Continuo a não me adiantar à vida que poderia ter. Não giro bem o meu tempo. Estou presa um amor incondicional que nunca mais chega. Estou grávida. Não creio. Crio vida. Tenho o minha tristeza guardada, porque tenho nostalgia de tudo o que era mas que não voltarei a ser. A minha pior ansia é como lidar com aquela que vai surgir agora. Não quero ser um personagem frigido e obstante das alegrias antigas. Muito menos nesta altura. Quero sentir o sorriso mais vezes nos meus lábios mas não sou de cinismos, muito menos pessoais. A energia penetra-me com dois polos de uma forma instantanea mediante quem a emana. E a energia que me revolta está negra. Só o ar fresco da natividade me poderá recompor e aliar forças para seguir caminhando sorridente. Creio.
8.03.2007
Ser Mulher!
Conto um ano, um mês e um dia... Segundos mudos, mudam-me, geram a vida dentro de mim. Dia 26 de Maio de 2007, nenhures pela manhã, alguém para sempre amar. Acordo e deito-me, num abrir e fechar de horas... nos contratempos sem motivos. Até que descubro, que os dias não poderão ser mais precipitados, imprevistos, desmesurados. Percebo a teia de comportamentos e emoções nunca antes reconhecidos. Controlo a minha abstracção sobre a realidade. Coloco-me entrelinhas do que me poderá acontecer.Consumo o ar com maior vitalidade. Serei mãe e ser mãe é renascer.
6.05.2007
Who cares!
A minha palavra preferida é Não. Contudo digo a mim própria... não ... sim aos outros... para entender em que pés eu ando... que pulsação eu tenho se vivo a viver para os outros... E que outros, senão uma junção de caracteristicas pessoais refractórias, egoístas e comuns?... As horas correm! Vou aprendendo, parece...
Acordo. Deito. Encosto. Toco. Omito-me naturalmente a cada palavra consolada pela abertura de sorrisos opostos. Regozijo! Quero! Não procuro o que me fará satisfeita. Não tenho, talvez nunca irei ter a normalidade dos dias contados por horários e rotinas que são dignas de um ser social exemplar. Quero por puro meio de integração.
Não. Não sou assim, não sou assado... não sou já o meu passado, porque me esqueci dele e como era. O futuro vem sem me preocupar. E assim sei que esta fase mutante estará constantemente a evoluir em vales e montanhas de sensações e reflexões incompletas. Nunca estarão terminadas, exterminadas da minha consciência levemente inconsequente. Serei sempre assim. Estarei para sempre insatisfeita mas contente. Vivo de cor... sem saber e sem querer saber para que lado é que vou. Não me arrependo! Não tenho medo de ter um destino menos digno. Arrepiante é pensar que não se aceita o que nunca se passou. Não sei o que é perder. Nem ganhar! Pode até ser que aceite tudo o que me dão para a mão. Porque tenho vontade de ter alguém... ou toda a gente ao mesmo tempo. Experimentar! Tão imponente esta vontade, que me escapam os actos para o estrago sem remédio... e morre. Esqueço. Nasce de novo em outro rosto. Com o mesmo objectivo de sempre... Alguém que me tenha porque não sou minha nem quero ser. Alguém que me mostre se vale a pena esta hipnose de viver em ser individual. Gostaria de me importar com quem eu sou. Mas pra quê?
4.23.2007
Spider destiny.
A aranha do meu destino
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir...
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir.
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou presa do meu suporte.
- Blog Inspiration - Fernando Pessoa.
4.17.2007
Dirty Soul
4.07.2007
Sem descrições.
3.23.2007
3.04.2007
1.29.2007
1.24.2007
Emergent dark personality...
1.23.2007
Smooth jealousy...
1.20.2007
X-Point... me!
11.12.2006
Introespecção oficial.
Hoje, 12 de Novembro de 2006, venho por este meio informar a vossa excelências que me tornarei de agora em diante num ser correcto e autónomo. Como tal, começarei a organizar os meus objectivos de acordo com as minhas ambições sem por isso me render a influências de terceiros para suprir carências emocionais que muito embora possam estar em falta, só eu as poderei colmatar. Depois de ter atingido o ponto mais baixo da minha vida todo o percurso será ascendente de forma a que possa iniciar o ano 2007 com a consciência tranquila e auto-estima positiva e sem grandes desejos e pedidos impossiveis. Espero com este informe provar a mim mesma que a minha pequena existência valha pena ter sido vivida.
Sem mais assuntos a acrescentar, despeço-me com os meus mais respeitosos cumprimentos,
Jenny Correia da Silva.
11.07.2006
Insiste...desiste...
10.23.2006
Mal amada, alma cansada.
- Se a minha existência escrevesse
- Automáticos pensamentos...
- Devorados em longos instantes
- Sem memórias sem julgamentos,
- Sem razões sem consequências,
- Sem pausas e sem ausências...
- Se a minha mente ousasse
- Lembrar percursos errados,
- Todos os homens deitados
- Por entre felácios e experiências;
- Contariam uma só noite
- De um corpo jovem e afoite...
- De quem sofre de carências.
- Diria como a carne se entrega
- Mente assustada que se nega
- Com todos os nós da sua alma
- Sussurrando: Tem calma!
- Que um dia o respeito pertence,
- A quem o teu peito convence!
- Contaria como este coração bate
- Por investidas de engate
- No temer da frustração
- De um calor sem emoção.
- Qual microondas avariado!
- Vergonha do corpo usado
- Pelo desdém de quem se deita...
- Ao meu lado!
7.28.2006
Defeitos virtuais
É engraçado como os defeitos exteriorizados podem ser tão discrepantes dos defeitos admitidos. Há dois anos atrás, um velho e grande amigo, entrou-me pela casa onde morava sozinha e solitária, e teve o verdadeiro desplante, ou diria, coragem, de me chamar egoísta, egocêntrica e oportunista. Saiu batendo a porta e deixou-me lavada em lágrimas dizendo que a nossa amizade à muito tinha terminado. E eu que nem me tinha apercebido. Ainda hoje este assunto está por resolver. Toda a gente é atraída pelas qualidades e afastada pelos defeitos. Mas sempre existe a possibilidade de poder aceitá-los. Só que no meu caso, a primeira imagem que passo é de tal forma fascinante que quando desmantelada é irrefutável. E a culpa é absolutamente minha, porque incubo a própria o reflexo das expectativas desejadas... No fundo sei exprimir muito bem o que os outros desejariam que eu fosse, numa ausência de personalidade ininteligível. E inconscientemente, continuo a viver sem mim num grande labirinto onde me desdobro em personalidades inventadas à medida. E tudo porque para mim de nada valho sem os outros... Ou será só para chamar atenção e enaltecer o meu ego?
Agora digam... Chamariam alguém assim de hipócrita? Ou egoísta? Será cínica? Oportunista? Mentirosa? Ou serei altruísta? Inconsequente? Generosa? Carente? Estarei eu a ser injusta comigo própria e/ou com os outros? No final, quem perde? Quem ganha? Serão os defeitos virtudes? E serão estes mutáveis de acordo com a fase que estamos a ultrapassar? Poderá uma pessoa sentir todos os defeitos e virtudes numa só vida? Qual será a qualidade das nossas virtudes e defeitos? Conseguirão se auto-avaliar sem serem refutados por uma única pessoa?.. Ainda bem que ninguém é perfeito.
in "Qualidades ambíguas."
7.25.2006
Blogterapia.
7.21.2006
Baaaaaahhhhhh...
Dizem que blogs é pra gente frustrada... basta ver este blog... sem comentários! DESISTO! in "The last post." |
7.13.2006
Back to the Island...
7.04.2006
Out of space...
Desde miúda que tenho olhar de lunática e sorriso de louca... É o que dizem!
Um dia tenho que pôr os pés na lua e deixar de andar com a cabeça na terra... ou será ao contrário!? Nunca soube discernir... entre que mundo hei-de viver.
Nem em que Terra, nem em que Lua.
Viajando sem contar as horas, estou apenas consciente nos entretantos... Estes momentos relâmpagos que me alertam para a realidade dos demais, que uso para tentar me adaptar com igual medida na eterna corrida para a evolução! Mas quanto mais alto penso, mais estranho é ser-se neste dia a dia de gente que se diz, na sua maioria, sem ilusão... plenos de certeza e sem um grande... e porque não!?...
in " The lunatic globalization."
6.29.2006
I exist!... I am...
Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe, Que tem inspiração pura e perfeita, Que reúne num verso a imensidade!
Sonho que um verso meu tem claridade Para encher todo o mundo! E que deleita Mesmo aqueles que morrem de saudade! Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!
Sonho que sou Alguém cá neste mundo... Aquela de saber vasto e profundo, Aos pés de quem a Terra anda curvada!
E quando mais no céu eu vou sonhando, E quando mais no alto ando voando, Acordo do meu sonho... e não sou nada!...
in "Vaidade" de Florbela Espanca
6.12.2006
Blog out
Sou eu… que diz entrelinhas e sem correcções.
Quem não beija a vontade? Quem se deixa levar por sociedade?
Porque não sabem que um dia mais lhes valia ter a experiência de viver do que a de conter a emoção. Os que se julgam não ser pobres de espírito é o que são. Ninguém está livre senão alguém que não é ninguém... Que tem um senão de antemão.
Adeus, amigos vividos... até à nossa realização.
in "Post Drama."
5.29.2006
Sangue estragado.
Quando a volúpia e a futilidade se empregnam nas emoções... deixamos de saber quem somos em prol de um prazer momentaneo e insaciante.
Que nos transforma em monstros desprovidos de razão e consequência.
Que nos leva para outro estagio inerte e indiferente ao amor pelos outros... Quando o desenrolar de acções transforma sorrateiramente a tua personalidade e desces até ao teu próprio desdém... Não és ninguém.
in "Auto-solidão."






